Como explorar a região do Porto em 3 dias

A cidade do Porto, em Portugal, fascina e agrada a todos os visitantes, seja pela história, cultura, arquitetura ou gastronomia.

Ficamos na cidade 3 dias e 4 noites, no final de fevereiro, quando o inverno já começava a ficar para trás. A temperatura ainda um pouco baixa não incomodava, ainda mais quando o passeio envolvia um bom vinho, e, mesmo com algumas garoas, foi possível conhecer muita coisa na cidade e região.


Para quem está em Lisboa, são apenas 3 horas de viagem de carro ou de trem, porém, vale a pena investir mais tempo nesse trajeto, pois o caminho é cheio de belas cidades e paisagens que merecem muitas paradas. Recomendamos no mínimo dois dias para conhecer cidades como Óbidos, Fátima e Coimbra, mas isso é assunto para um próximo post.



Durante os 3 dias em que ficamos hospedados em Porto, a cidade foi nossa base para explorar a região. Basicamente, o roteiro ficou dividido assim:

  • Dia 1: centro histórico de Porto e Vila Nova de Gaia;

  • Dia 2: Vale do Rio Douro;

  • Dia 3: Braga​


O centro histórico de Porto é repleto de construções históricas onde o azulejo tradicional português é sempre bem presente e forma obras incríveis.

Há dezenas de igrejas e a que mais nos impressionou foi a Igreja de São Francisco, repleta de ouro e muitas obras de arte, mas também a Sé e a dos Clérigos, com sua famosa torre, são muito bonitas e merecem a visita. Todo o percurso é feito a pé, pois os principais pontos são relativamente próximos.

Por toda cidade é possível encontrar bons restaurantes e cafés, mas um dos pontos de encontro é o bairro da Ribeira, que fica às margens do rio Douro.

Fazer um happy hour, provar uma “francesinha” (ver post 5 especialidades para não deixar de provar em Portugal), tomar um vinho, são boas escolhas para apreciar o rio e a Ponte Luís I.

O bacalhau está presente nos cardápios de praticamente todos os restaurantes, onde é possível encontrar em uma infinidade de formas de preparo, sendo que todas que provamos foram espetaculares, e ainda com um preço muito acessível.


Atravessando a Ponte Luís I (pode ser de carro, bonde ou a pé) chega-se a cidade de Vila Nova de Gaia. Dali, pode-se descer a pé ou através de um teleférico panorâmico, com um visual muito bonito do bairro da Ribeira em Porto, que chega onde estão instaladas as caves, os tradicionais galpões de armazenamento do Vinho do Porto.

O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na região demarcada do Douro. Em seu processo produtivo é feita a interrupção da fermentação do mosto pela adição de aguardente, o que resulta em um vinho mais doce e com maior teor alcoólico, ideal para acompanhar sobremesas.


Há dezenas de caves por ali, algumas muito tradicionais, outras mais comerciais, que até oferecem degustações grátis.

Escolhemos visitar a Cave Ferreira, muito tradicional, com mais de 250 anos de história.

Há algumas modalidades de passeios, nós optamos pelo Clássico, ao custo de 12 euros por pessoa, onde andamos pela cave e conhecemos um pouco da história da vinícola e do Vinho do Porto. Ao final, degustamos dois estilos de vinhos, o Ruby e o Tawny. Vale a pena fazer esse passeio para conhecer a estrutura e a forma peculiar de produção deste vinho.

Mas nem só de Vinho do Porto vive a região, o vale do rio Douro nos últimos anos tem ganhado notoriedade mundial pelos seus vinhos tintos tradicionais, além, é claro, desta região ser classificada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade pelas belas paisagens.

É possível fazer a viagem de carro, barco ou de trem, nós optamos pela terceira opção. Pegamos o trem na Estação São Bento, muito movimentada, mas não só por passageiros e sim pelos turistas observando os belos murais de azulejos.

O trem nos levou até a cidade de Peso da Régua, que fica no início da região de Denominação de Origem do Douro. O trajeto já vale a vigem, dura aproximadamente 1:30 hora e o trem passa por diversas regiões muito bonitas de vinhedos até chegar à beira do Rio Douro, onde a paisagem é ímpar: o grande vale por onde passa o rio, repleto de videiras e oliveiras nas encostas...uma pintura! Infelizmente o tempo não estava dos melhores para fotografar...

Chegando em Peso da Régua, fomos de táxi até a vinícola Quinta da Pacheca, na qual já tínhamos agendado o horário para visitação. Mais detalhes sobre essa visita estão no post: 5 degustações e visitas a vinícolas que valem a pena. A viagem foi um bate-volta, após o almoço retornamos de trem para Porto.


Para completar o roteiro pela região do Porto, no outro dia fomos até Braga, onde além do centro histórico e da belíssima Sé, conhecemos o santuário Bom Jesus do Monte, que, para muitos, é o mais espetacular de Portugal, famoso por sua longa escadaria. Há um bondinho para quem quiser economizar fôlego...nós estacionamos na parte superior, ao lado da igreja, encaramos a descida e a subida da escadaria e nem foi tão difícil!

O passeio por Braga pode ser feito em meio período do dia, por isso, muitos que vão até lá também incluem a cidade de Guimarães no roteiro, que é o berço de Portugal. É uma boa opção. Porém, nós optamos por voltar para o Porto e curtir mais a região da Ribeira, já que nossa estadia na cidade foi curta. Com certeza, Porto é um lugar que daria para ficar muito mais tempo!


Seja para os amantes de vinho ou não, Porto e as cidades próximas valem a viagem! Gostamos muito e pretendemos voltar para explorar ainda mais as quintas do Douro e quem sabe até participar da colheita e da pisa das uvas!

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